Torta com macarrao
Torta pasta
Massa da torta
1/2 kg de farinha de trigo
6 colheres de sopa de margarina
2 colheres de cha de sal
1 xicara de cha de agua (usar so o suficiente para formar a massa como uma bola que desprenda da vasilha)
1 ovo para pincelar a torta
Macarrao
500 g macarrao tortiglione, penne ou outro de sua preferencia
2 colheres de sopa de sal grosso
250 g de carne moida mista (carne de porco e de vaca)
oleo de oliva puro
1 cebola picadinha
1 dente de alho
Salsao a gosto
Cenoura picadinha a gosto
Salsa de tomate a gosto
sal a gosto
1 cubinho de caldo classico
oregano a gosto
paprica a gosto
vinho tinto a gosto
1 mozzarella pequena branca
queijo mole como requeijao, emmenthal ou creme de leite sem soro
Couve flor a gosto passada na panela com oleo de oliva puro, alho e sal até o ponto de cozimento leve, em fogo baixo.
Esta receita é propria para o inverno porque é muito substanciosa e vamos faze-la amanha para o almoço de recepçao aos nossos amigos brasileiros. Como é mais trabalhosa deve haver tempo disponivel.
Primeiramente preparar a massa da torta, misturando todos os ingredientes secos e depois acrescentando a agua até formar uma massa homogenea em forma de bola. Descansar a massa por uma hora.
Fazer o molho para o macarrao com a carne moida (ragu).
Fritar a cenoura com o alho, o salsao picadinho e a cebola no oleo de oliva em fogo baixo. Ajuntar a carne, o cubo de caldo e o vinho tinto a gosto. Acrescentar a paprica, o oregano e a salsa de tomate. Corrigir o sal. Cozinhar em fogo baixo por 40 minutos. Cuidado para nao secar pois o intuito é envolver o macarrao. Necessitando, colocar um pouquinho de agua durante o cozimento.
Abrir um pouco mais da metade da massa com um rolo em superficie levemente enfarinhada. Forrar com essa metade da massa ja estirada uma forma de sua preferencia deixando exceder um pouco nas bordas para poder depois fechar a torta.
Cozinhar o macarrao em agua fervente abundante com 2 colheres de sal grosso por 15 minutos.
Misturar bem o macarrao com o molho. Colocar um fio de oleo de oliva e novamente misturar tudo.
Acrescentar uma mozzarella picadinha e o queijo mole no macarrao.
Por ultimo, juntar a couve flor ao macarrao.
Espalhar o macarrao na forma forrada com a massa da torta.
Abrir o resto da massa da torta e cobrir a forma.
Puxar as bordas para cima da tampa da torta e enrola-las um pouco para fechar.
Pincelar com o ovo.
Assar no forno por 40 minutos em média a 180 graus.
Querendo pode-se substituir a couve flor por presunto cru cortado em cubinhos.
O Angelo prefere colocar a mozzarella com o queijo mole ao invés de mozzarella com o creme de leite. Com o creme de leite fica mais umido e com o queijo mole ficam mais unidos os pedaços do macarrao. Como o intuito é cortar como uma torta é melhor ficar mais firme. Mas ha pessoas que preferem o macarrao molhadinho.
Quando finalizar a torta, sobrando pedacinhos de massas, é legal inventar desenhos que fiquem sobre a mesma. Eu gosto de fazer um sol ou uma flor. Outras vezes faço bolinhas e asso rapidamente e como sozinhas mesmo ou com uma sopinha.
O Angelo prefere fazer com uma massa pronta refrigerada que se compra nos supermercados. Mas eu prefiro fazer a minha propria massa. A massa pronta é mais fina e mais crocante, porém quando assada nao sustenta muito bem o macarrao.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Tiramissu dos deuses
Tiramisu degli dei
Tiramissu dos deuses
6 ovos
400 g biscoito champagne
120 g açucar
500 g mascarpone
chocolate amargo em po (a gosto)
café amargo (6 xicaras de café)
brand (2 colheres de sopa)
Amanha vamos receber amigos brasileiros e preparamos tiramissu para sobremesa do almoço.
Fazer o café amargo e misturar com brand, deixando esfriar. Misturar as gemas e acrescentar metade do açucar, batendo bem até formar um creme. Juntar o mascarpone, continuando a bater.
Bater as claras em neve em ponto firme, acrescentar a outra metade do açucar, sempre batendo.
Passar rapidamente os biscoitos no café com brand e dispor metade numa forma pirex de tamanho grande. Colocar metade do creme e pulverizar com chocolate em po. Colocar uma nova camada de biscoitos em sentido contrario à primeira camada. Espalhar o resto do creme e novamente cobrir com o chocolate em po.
Levar ao refrigerador e servir no dia seguinte.
Fechar os olhos e saborear! Chiudere gli occhi e gustare!
Quando fazemos para cinco pessoas, tendo em vista uma unica refeiçao, fazemos metade da receita e colocamos em uma forma pirex média.
Uma sobremesa facil, gostosa e que parece fresca e leve ao paladar. Uma marca registrada italiana.
Também se pode substituir o brand por licor marsala ou outro de preferencia.
Passando rapidamente os biscoitos no café evita-se que eles se desfaçam por excesso de umidade.
Adoro pave e o tiramissu é uma opçao nao excessivamente doce, porque os paves brasileiros que estou acostumada a fazer sempre levam leite condensado na receita e ficam muito doces.
Tiramissu dos deuses
6 ovos
400 g biscoito champagne
120 g açucar
500 g mascarpone
chocolate amargo em po (a gosto)
café amargo (6 xicaras de café)
brand (2 colheres de sopa)
Amanha vamos receber amigos brasileiros e preparamos tiramissu para sobremesa do almoço.
Fazer o café amargo e misturar com brand, deixando esfriar. Misturar as gemas e acrescentar metade do açucar, batendo bem até formar um creme. Juntar o mascarpone, continuando a bater.
Bater as claras em neve em ponto firme, acrescentar a outra metade do açucar, sempre batendo.
Passar rapidamente os biscoitos no café com brand e dispor metade numa forma pirex de tamanho grande. Colocar metade do creme e pulverizar com chocolate em po. Colocar uma nova camada de biscoitos em sentido contrario à primeira camada. Espalhar o resto do creme e novamente cobrir com o chocolate em po.
Levar ao refrigerador e servir no dia seguinte.
Fechar os olhos e saborear! Chiudere gli occhi e gustare!
Quando fazemos para cinco pessoas, tendo em vista uma unica refeiçao, fazemos metade da receita e colocamos em uma forma pirex média.
Uma sobremesa facil, gostosa e que parece fresca e leve ao paladar. Uma marca registrada italiana.
Também se pode substituir o brand por licor marsala ou outro de preferencia.
Passando rapidamente os biscoitos no café evita-se que eles se desfaçam por excesso de umidade.
Adoro pave e o tiramissu é uma opçao nao excessivamente doce, porque os paves brasileiros que estou acostumada a fazer sempre levam leite condensado na receita e ficam muito doces.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Sopinha de verdura no almoço
Minestra di verza
Sopinha de verdura
oleo de oliva puro
1 dente de alho
1/2 cebola
1/4 verza, repolho ou acelga
1 caldo de sua preferencia
1 batata
cenoura, abobora, salsao e abobrinha à gosto
1 colher de sopa de salsa de tomate
1/2 lata de feijao pronto ou 1 xicara de feijao cozido
100 gramas de um macarraozinho de formato pequeno, proprio para sopinhas
crostas de queijo curado, duro
sal à gosto
Um meio dia com temperatura de 9 graus mas sensaçao térmica de um maior friozinho. Uma sopinha vai muito bem. Alimenta bem e é saudavel, trazendo um conforto fisico e recarregando as energias para as atividades da tarde.
Numa panela se coloca um pouco de oleo de oliva puro, um dente de alho cortado em tirinhas, meia cebola e vai dourando em fogo baixo. Depois junta-se a verza lavada e picadinha em quadradinhos pequenos com um caldo de sua preferencia, no nosso caso um caldo de verduras. Acrescenta-se uma batata descascada e cortada em quadradinhos pequenos. Junta-se um pouco de cenoura, abobora, salsao e abobrinha cortadas em pedacinhos bem pequenininhos. Coloca-se uma colher de salsa de tomate, o feijao, pouquissima agua e tampa-se a panela, de pouco em pouco mexendo enquanto tudo cozinha em fogo baixo.
Quando estiver bem cozido tudo, acrescentar agua e depois de acertar o sal, acrescentar as 100 gramas de macarraozinho do seu gosto, aumentando o fogo.
Cozinhar por 15 minutos e, ao final, acrescentar um fio de oleo de oliva puro e crostas de queijo curado.
Ao servir pode ser acompanhada por fatias de torradas integrais.
Aproveite a delicia!
A cebola que usamos foi dada pela mae do Angelo. Quando ela colhe cebolas no horto e elas ameaçam passar do ponto, ela rala e coloca em forminhas de gelo no freezer. Depois de congeladas elas as tira das forminhas e acondiciona novamente os cubinhos em saquinhos no freezer.
A verza é uma verdura invernal que parece um repolho mas muito mais delicada no sabor e na textura, porém a consistencia do volume é similar e até maior que a do repolho. Quando o inverno é muito rigoroso ela fica com as folhas mais unidas e até arrebenta. A verza é a verdura mais barata que se encontra no supermercado e pode ser um componente importante de varias receitas.
Nao lembro de ver esse tipo de verdura em Santos ou Sao Paulo. entao me lembro do repolho como um possivel substituto no formato ou ainda a acelga que na textura me lembra a verza.
Eu prefiro cozinhar o feijao à minha moda, mas comparando o feijao em graos com o feijao em lata, ja pronto, a comparaçao dos preços faz muitas vezes optar pelo feijao industrializado. Quando tenho saudades do feijao com arroz, farofa e couve mineira, ai nao tem jeito, é comprar em graos.
Como o horto dos pais do Angelo produz muito para pouco consumo diario, tudo é aproveitado sendo cortado, ralado e congelado em involucros com pequenas porçoes, como por exemplo a abobora, abobrinha, o salsao e a cenoura.
Quando o queijo endurecido vai ficando com a crosta um pouco feia, damos uma ralada leve para tirar o excesso do mofo e cortamos toda a casca com uma generosa porçao do queijo durinho e ai aproveitamos na sopa. Da um sabor especial, como um pedacinho de surpresa quando se come. O queijo deve ser o que se tem em casa ou da preferencia da pessoa. Usamos aquele que serve para ralar, um queijo de montanha stagionato.
O legal numa sopinha é a criatividade e o aproveitamento do que se tem na geladeira. Eu penso também que fazer com carinho e paciencia colabora bastante para o resultado. Eu gosto de sopinhas densas, pouco aguadas e com uma mistura de variados sabores.
Sopinha de verdura
oleo de oliva puro
1 dente de alho
1/2 cebola
1/4 verza, repolho ou acelga
1 caldo de sua preferencia
1 batata
cenoura, abobora, salsao e abobrinha à gosto
1 colher de sopa de salsa de tomate
1/2 lata de feijao pronto ou 1 xicara de feijao cozido
100 gramas de um macarraozinho de formato pequeno, proprio para sopinhas
crostas de queijo curado, duro
sal à gosto
Um meio dia com temperatura de 9 graus mas sensaçao térmica de um maior friozinho. Uma sopinha vai muito bem. Alimenta bem e é saudavel, trazendo um conforto fisico e recarregando as energias para as atividades da tarde.
Numa panela se coloca um pouco de oleo de oliva puro, um dente de alho cortado em tirinhas, meia cebola e vai dourando em fogo baixo. Depois junta-se a verza lavada e picadinha em quadradinhos pequenos com um caldo de sua preferencia, no nosso caso um caldo de verduras. Acrescenta-se uma batata descascada e cortada em quadradinhos pequenos. Junta-se um pouco de cenoura, abobora, salsao e abobrinha cortadas em pedacinhos bem pequenininhos. Coloca-se uma colher de salsa de tomate, o feijao, pouquissima agua e tampa-se a panela, de pouco em pouco mexendo enquanto tudo cozinha em fogo baixo.
Quando estiver bem cozido tudo, acrescentar agua e depois de acertar o sal, acrescentar as 100 gramas de macarraozinho do seu gosto, aumentando o fogo.
Cozinhar por 15 minutos e, ao final, acrescentar um fio de oleo de oliva puro e crostas de queijo curado.
Ao servir pode ser acompanhada por fatias de torradas integrais.
Aproveite a delicia!
A cebola que usamos foi dada pela mae do Angelo. Quando ela colhe cebolas no horto e elas ameaçam passar do ponto, ela rala e coloca em forminhas de gelo no freezer. Depois de congeladas elas as tira das forminhas e acondiciona novamente os cubinhos em saquinhos no freezer.
A verza é uma verdura invernal que parece um repolho mas muito mais delicada no sabor e na textura, porém a consistencia do volume é similar e até maior que a do repolho. Quando o inverno é muito rigoroso ela fica com as folhas mais unidas e até arrebenta. A verza é a verdura mais barata que se encontra no supermercado e pode ser um componente importante de varias receitas.
Nao lembro de ver esse tipo de verdura em Santos ou Sao Paulo. entao me lembro do repolho como um possivel substituto no formato ou ainda a acelga que na textura me lembra a verza.
Eu prefiro cozinhar o feijao à minha moda, mas comparando o feijao em graos com o feijao em lata, ja pronto, a comparaçao dos preços faz muitas vezes optar pelo feijao industrializado. Quando tenho saudades do feijao com arroz, farofa e couve mineira, ai nao tem jeito, é comprar em graos.
Como o horto dos pais do Angelo produz muito para pouco consumo diario, tudo é aproveitado sendo cortado, ralado e congelado em involucros com pequenas porçoes, como por exemplo a abobora, abobrinha, o salsao e a cenoura.
Quando o queijo endurecido vai ficando com a crosta um pouco feia, damos uma ralada leve para tirar o excesso do mofo e cortamos toda a casca com uma generosa porçao do queijo durinho e ai aproveitamos na sopa. Da um sabor especial, como um pedacinho de surpresa quando se come. O queijo deve ser o que se tem em casa ou da preferencia da pessoa. Usamos aquele que serve para ralar, um queijo de montanha stagionato.
O legal numa sopinha é a criatividade e o aproveitamento do que se tem na geladeira. Eu penso também que fazer com carinho e paciencia colabora bastante para o resultado. Eu gosto de sopinhas densas, pouco aguadas e com uma mistura de variados sabores.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Num inicio de noite, um espaguete alho, oleo e pimenta.
Spaghetti, aglio, olio e peperoncino, con prezzemolo.
Espaguete, alho, oleo e pimenta, com salsinha.
Ingredientes
100 gramas de espaguete por pessoa
alho, oleo de oliva, pimenta e salsinha à gosto
Quando a noite vai caindo, como hoje que esta em 10 graus às 17 horas, e a fome nao é tao grande, cai muito bem um espaguete.
A gente enche uma grande panela com agua e quando inicia a fervura colocam-se duas colheres de sopa de sal grosso. Dai acrescentam-se 100 gramas por pessoa do espaguete que se tem em casa. O cozimento sera por 20 minutos mas, na verdade, depende mesmo é do cozimento especifico de cada marca de espaguete. A gente vai experientando cada marca e controlando o cozimento para nao ficar fora do esperado. Além disso vai do gosto, al dente ou mais molinho.
Quando vai chegando o final do cozimento do espaguete, numa frigideira wok se coloca um pouco de oleo puro de oliva com alho picado em fatias finas e pimentas vermelhas, nas quantidades desejadas, fritando em fogo baixo.
Depois de cozida e escorrida a pasta, é so colocar na wok e misturar tudo muito bem. O Angelo gosta de juntar, ao final, um punhado de salsinha.
Para que a pasta nao vire um grude, ao final coloca-se mais oleo de oliva, misturando bem e deixando os fios do espaguete bem soltos.
Para acompanhar, é sempre legal um vinho.
Buon appettito!
Comprar é sempre decisao que envolve preço e qualidade. Aqui nos compramos o que esta em preço mais acessivel, porém, se ao utilizarmos a pasta, vemos que ela se desmancha no cozimento ou é dura impenetravel mesmo depois de cozida, aquela marca é descartada. Encontramos marcas excelentes similares às famosas.
O Angelo, uma vez ao ano, colhe as azeitonas aqui no entorno da casa e as leva a um frantoio para extrair o oleo. No caso de novembro de 2012 a colheita foi boa e de 16 arvores conseguiu 46 litros de oleo sem filtragem, grosso, esverdeado e de um odor forte, raspando a garganta. Ainda de mais uma arvore fora de casa tiramos duas panelas grandes de azeitonas. Lavamos e colocamos as azeitonas, depois de escorrida a agua, em panelas grandes, com sal grosso e as tampamos. De quatro em quatro dias o Angelo retirava a agua expelida até que o amargor natural das azeitonas quase se dissipasse. Dai colocamos tudo em vidros reciclados completados com oleo de oliva. Na metade dos vidros acrescentamos dentes de alho e galhinhos de rosmarino, ou seja alecrim, na outra metade pimentas.
O importante é que as azeitonas fiquem bem apertadinhas e cobertas pelo oleo. Podem ser acondicionadas por até dois anos, desde que em local fresco e sem luz solar.
A pimenta é plantada em vasos, para mim se trata da dedo de moça, delicada mas de gosto acentuado. O Angelo pega as melhores pimentas e separa as sementes, seca-as e as acondiciona. No mes de abril ele planta e colhe de julho em diante. Nao ha regra fixa e depende do hemisfério, do clima e de variaveis inumeraveis. A gente coloca as pimentas num vaso, como se fosse um efeito decorativo, deixamos secar e, depois, usamos quando ha necessidade, ou as trituramos e acondicionamos em vidros, ou mesmo as misturamos com outros temperos.
A salsinha é um mistério, um ano se colhe bastante, em outro ela despenca e morre. Numa floreira o Angelo colocou as sementes compradas. Plantou em fevereiro e colheu a partir de abril. Com sorte e bons cuidados, a salsinha da o ano todo. Quando nao da sorte, ele pega da mae dele mesmo, porque a salsinha dela da o ano inteiro. Aproveitamos ao maximo a salsinha fresca, o excesso lavamos, secamos, picamos e acondicionamos em pequenos saquinhos no freezer.
Espaguete, alho, oleo e pimenta, com salsinha.
Ingredientes
100 gramas de espaguete por pessoa
alho, oleo de oliva, pimenta e salsinha à gosto
Quando a noite vai caindo, como hoje que esta em 10 graus às 17 horas, e a fome nao é tao grande, cai muito bem um espaguete.
A gente enche uma grande panela com agua e quando inicia a fervura colocam-se duas colheres de sopa de sal grosso. Dai acrescentam-se 100 gramas por pessoa do espaguete que se tem em casa. O cozimento sera por 20 minutos mas, na verdade, depende mesmo é do cozimento especifico de cada marca de espaguete. A gente vai experientando cada marca e controlando o cozimento para nao ficar fora do esperado. Além disso vai do gosto, al dente ou mais molinho.
Quando vai chegando o final do cozimento do espaguete, numa frigideira wok se coloca um pouco de oleo puro de oliva com alho picado em fatias finas e pimentas vermelhas, nas quantidades desejadas, fritando em fogo baixo.
Depois de cozida e escorrida a pasta, é so colocar na wok e misturar tudo muito bem. O Angelo gosta de juntar, ao final, um punhado de salsinha.
Para que a pasta nao vire um grude, ao final coloca-se mais oleo de oliva, misturando bem e deixando os fios do espaguete bem soltos.
Para acompanhar, é sempre legal um vinho.
Buon appettito!
Comprar é sempre decisao que envolve preço e qualidade. Aqui nos compramos o que esta em preço mais acessivel, porém, se ao utilizarmos a pasta, vemos que ela se desmancha no cozimento ou é dura impenetravel mesmo depois de cozida, aquela marca é descartada. Encontramos marcas excelentes similares às famosas.
O Angelo, uma vez ao ano, colhe as azeitonas aqui no entorno da casa e as leva a um frantoio para extrair o oleo. No caso de novembro de 2012 a colheita foi boa e de 16 arvores conseguiu 46 litros de oleo sem filtragem, grosso, esverdeado e de um odor forte, raspando a garganta. Ainda de mais uma arvore fora de casa tiramos duas panelas grandes de azeitonas. Lavamos e colocamos as azeitonas, depois de escorrida a agua, em panelas grandes, com sal grosso e as tampamos. De quatro em quatro dias o Angelo retirava a agua expelida até que o amargor natural das azeitonas quase se dissipasse. Dai colocamos tudo em vidros reciclados completados com oleo de oliva. Na metade dos vidros acrescentamos dentes de alho e galhinhos de rosmarino, ou seja alecrim, na outra metade pimentas.
O importante é que as azeitonas fiquem bem apertadinhas e cobertas pelo oleo. Podem ser acondicionadas por até dois anos, desde que em local fresco e sem luz solar.
A pimenta é plantada em vasos, para mim se trata da dedo de moça, delicada mas de gosto acentuado. O Angelo pega as melhores pimentas e separa as sementes, seca-as e as acondiciona. No mes de abril ele planta e colhe de julho em diante. Nao ha regra fixa e depende do hemisfério, do clima e de variaveis inumeraveis. A gente coloca as pimentas num vaso, como se fosse um efeito decorativo, deixamos secar e, depois, usamos quando ha necessidade, ou as trituramos e acondicionamos em vidros, ou mesmo as misturamos com outros temperos.
A salsinha é um mistério, um ano se colhe bastante, em outro ela despenca e morre. Numa floreira o Angelo colocou as sementes compradas. Plantou em fevereiro e colheu a partir de abril. Com sorte e bons cuidados, a salsinha da o ano todo. Quando nao da sorte, ele pega da mae dele mesmo, porque a salsinha dela da o ano inteiro. Aproveitamos ao maximo a salsinha fresca, o excesso lavamos, secamos, picamos e acondicionamos em pequenos saquinhos no freezer.
Primeiras palavras...
O novo blog que escrevo é uma oportunidade de relatar as experiencias com Angelo, meu companheiro italiano, em sua cozinha cotidiana.
Nenhum de nos é cozinheiro profissional, mas com certeza, o Angelo cozinha muito melhor. Eu penso que ele me apresentou uma forma saborosa e saudavel de alimentaçao, simples, comum e relacionada com uma ideia economica sobre gasto e aproveitamento.
Habito com Angelo em Toscolano Maderno na regiao do Lago di Garda e a cozinha que ele pratica aqui é despretensiosa e muito vinculada ao que esta mais às maos, oriundo seja da geladeira ou daquilo que se tira do pequeno horto pessoal ou do horto dos seus pais. Sua cozinha nao é especializada na regiao e nao tem uma influencia especifica.
Nao vou apenas descrever as receitas de Angelo mas também as poucas coisas que faço e que estao relacionadas com a minha cozinha familiar brasileira, aprendidas com minhas irmas, minhas amigas e algumas outras pessoas da familia.
Eu sou de Santos, estado de Sao Paulo, mas tenho fascinio pela comida gostosa de Minas Gerais, e meu conceito de comida boa esta vinculado à quantidade de caminhoes estacionados em um restaurante de estrada.
As nossas receitas se originam das tradiçoes familiares, da assistencia aos programas de tv, aos livros e revistas de culinaria, sempre tudo ja participante de um imaginario e uma pratica constante de todos e de cada um. A nossa forma de agir na cozinha, especialmente em se tratando do Angelo, é recriar e adaptar tudo às inspiraçoes e substituiçoes oportunizados no momento da açao no fogao.
Nao tenho pretensoes maiores com o blog, apenas partilhar aquilo que penso possa ser aproveitado por alguém como eu, que nao tendo maiores dons culinarios, gosta de comer e quer aprender coisas simples para o dia a dia.
Penso que talvez eu venha a escrever heresias culinarias, mas vou expor as coisas como acontecem por aqui.
P.S. Nao domino o teclado e nao consigo acentuar corretamente as palavras.
Nenhum de nos é cozinheiro profissional, mas com certeza, o Angelo cozinha muito melhor. Eu penso que ele me apresentou uma forma saborosa e saudavel de alimentaçao, simples, comum e relacionada com uma ideia economica sobre gasto e aproveitamento.
Habito com Angelo em Toscolano Maderno na regiao do Lago di Garda e a cozinha que ele pratica aqui é despretensiosa e muito vinculada ao que esta mais às maos, oriundo seja da geladeira ou daquilo que se tira do pequeno horto pessoal ou do horto dos seus pais. Sua cozinha nao é especializada na regiao e nao tem uma influencia especifica.
Nao vou apenas descrever as receitas de Angelo mas também as poucas coisas que faço e que estao relacionadas com a minha cozinha familiar brasileira, aprendidas com minhas irmas, minhas amigas e algumas outras pessoas da familia.
Eu sou de Santos, estado de Sao Paulo, mas tenho fascinio pela comida gostosa de Minas Gerais, e meu conceito de comida boa esta vinculado à quantidade de caminhoes estacionados em um restaurante de estrada.
As nossas receitas se originam das tradiçoes familiares, da assistencia aos programas de tv, aos livros e revistas de culinaria, sempre tudo ja participante de um imaginario e uma pratica constante de todos e de cada um. A nossa forma de agir na cozinha, especialmente em se tratando do Angelo, é recriar e adaptar tudo às inspiraçoes e substituiçoes oportunizados no momento da açao no fogao.
Nao tenho pretensoes maiores com o blog, apenas partilhar aquilo que penso possa ser aproveitado por alguém como eu, que nao tendo maiores dons culinarios, gosta de comer e quer aprender coisas simples para o dia a dia.
Penso que talvez eu venha a escrever heresias culinarias, mas vou expor as coisas como acontecem por aqui.
P.S. Nao domino o teclado e nao consigo acentuar corretamente as palavras.
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